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Os governadores que renunciaram para disputar as eleições de 2026

Publicado em 06/04/2026 10:40
Os governadores que renunciaram para disputar as eleições de 2026

Governadores de 10 estados e do Distrito Federal renunciaram e deverão concorrer a outros cargos nas eleições de 2026. O prazo para desincompatibilização definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acabou no último sábado (4) e forçou os mandatários locais a anteciparem a saída para estarem nas urnas em outubro.

Essa debandada é formada por governadores que estavam em segundo mandato e que não poderiam tentar novamente a reeleição ao cargo. Caso seguissem até o fim do mandato, teriam de esperar dois anos para voltarem a concorrer a cargos eletivos no pleito municipal de 2028.

O principal alvo desses ex-governadores é o Senado Federal, que promete ser a principal trincheira na disputa entre direita e esquerda nas eleições deste ano. A maioria na Câmara Alta é, para além da Presidência da República, uma oportunidade de poder ditar os rumos do país em questões caras para ambos os lados.

Oito dos governadores que renunciaram já anunciaram ou são cotados para senador. Do lado de Lula estão, por exemplo, Helder Barbalho (MDB) no Pará, João Azevêdo (PSB) na Paraíba e Renato Casagrande (PSB) no Espírito Santo.

No palanque de Flávio Bolsonaro (PL) é quase certo o apoio a Antonio Denarium (PP) em Roraima e Mauro Mendes (União Brasil) no Mato Grosso. Na lista de pretendentes ao Senado está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

Ele, entretanto, está inelegível após decisão do TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Castro afirmou que vai recorrer e insistir na candidatura a senador.

Além do Senado, dois ex-governadores vão para a disputa a presidente da República. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) deixaram os governos de Minas Gerais e Goiás, respectivamente, para enfrentar Lula e Flávio Bolsonaro em outubro.

Enquanto 11 governadores deixaram o cargo, oito devem tentar a reeleição em seus estados e outros oito seguirão até o fim do mandato e ficarão sem cargo a partir de 2027. Na lista de quem vai tentar mais quatro anos como governador está Tarcísio de Freitas (Republicanos), que era cotado até o fim do ano passado para a disputa presidencial.

A entrada de Flávio Bolsonaro mudou esse cenário para Tarcísio e o governador paulista seguirá com o plano inicial da reeleição.

O número de governadores que não participará da eleição é maior em relação ao das duas últimas eleições nacionais: em 2022, cinco ficaram de fora do pleito, enquanto que em 2018 foram apenas quatro.

Permanecer até o fim do mandato não era o desejo de alguns deles, mas é o que acabou sobrando após as movimentações. É o caso, por exemplo, do governador paranaense Ratinho Junior (PSD), que estava praticamente certo para concorrer à Presidência da República, mas acabou desistindo alguns dias antes do anúncio programado pelo partido.

Na disputa interna do PSD, Caiado acabou ficando com a vaga, o que tirou também o governador gaúcho Eduardo Leite da possibilidade de disputar o Palácio do Planalto.

O caso de Fátima Bezerra (PT) no Rio Grande do Norte é diferente. Ela pretendia se candidatar a senadora em outubro, mas rompeu com o vice-governador Walter Alves (MDB), que pretendia apoiar um candidato contra o PT no estado. Dessa maneira, para não deixar o cargo com o adversário, ela decidiu cumprir todo o mandato.

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